*Dia de Ação Global ( N15 ) 15 de novembro de 2008
Outros mundos são possíveis
Uma convocação pela base
No dia 15 de novembro, o G20, grupo dos 20 países mais ricos se reunirá em Washington (EUA) para tentar superar o colapso do sistema financeiro e consertar o sistema capitalista internacional. As fábricas continuam sendo fechadas, empregos sendo cortados, fundos de pensão destruídos, pessoas despejadas de suas casas; o desemprego aumenta, a incerteza; a extrema-direita aprova terríveis medidas contra os imigrantes; aumenta o numero de pessoas sem-teto, o preço da comida, da moradia, e outros serviços básicos disparam para além do alcance da população, e enquanto isso o meio-ambiente ao nosso redor entra em colapso.
Estamos vivendo em um período de profundas mudanças extremamente rápidas e terríveis, uma intensificação da longa crise que é o capitalismo, desta vez o colapso é realmente global. Até mesmo a imprensa conservadora e fortes defensores dessa racionalidade econômica estão dizendo que esta possa ser a pior crise desde a grande depressão... E o que eles estão tentando fazer é reorganizar um novo acordo como o de Bretton Woods. Um novo projeto para um novo capitalismo: Bretton Woods II.
Ao redor do mundo, a resistência pela Ação Direta e pela Desobediência Civil tem tomado muitas formas, e como sempre circulam propostas de vários tipos - agora com a importância renovada, já que o preço que nos pedirão para pagar para cobrir o rombo do sistema é alto - revoltas da fome, greves por maiores salário e pagamento retroativo de salários roubados, campanhas pela redução de preços, discussões radicais sobre a crise, protestos contra o aumento dos combustíveis, compartilhamento de estratégias cotidianas radicais para viver em tempos difíceis, saque de supermercados, assim como as ainda esporádicas resistências a despejos, greves de braços cruzados, protestos nas instituições financeiras estão se espalhando, milhares nos movimentos de ocupação das universidades italianas disseram: "nós não pagaremos sua crise". À medida que a crises do dinheiro e do meio-ambiente se intensificam, também esperamos que se intensifiquem as lutas.
Num tal momento, nós humildemente fazemos esta proposta para um Dia de Ação Global contra o capital, no G20 - esperando que um outro caminho para as lutas apareça. - Outro caminho, que clama pelo controles comunitário e cotidiano das nossas vidas, uma alternativa seja à mão esquerda ou mão direita do capital; ou para colocar de outra forma, uma alternativa tanto à iniciativa privada como à administração estatal do capital - não queremos nem um futuro capitalismo regulamentado nem as versões de livre-mercado freqüentemente conhecidas como 'neoliberalismo'. Um mundo em que possamos criar novas e velhas comunidades a partir de nossas reais necessidades como uma alternativa para o sistema capitalista e estatal.
Outro caminho que reconhece que estas crises foram atiradas sobre nós, não só pelos banqueiros e especuladores, mas também pelos chefes, proprietários e pequeno-burocratas, como também por todos os políticos e outros sócios das classes governantes. Eles fizeram isto e a nós cabe criar novas relações e formas igualitárias de organização para ir além de capitalismo. Nós temos que pará-los. A arrogância deles é ilimitada. Depois de ter causado a pior baixa desde Grande Depressão, os mesmos fdps que lançaram o mundo em insolvência tentam agora aparecer como salvadores da economia mundial:
hipócritas de merda, É isso que eles são!
- Um caminho que sabe que eles fazem parte de centenas de anos de manutenção da lei do dinheiro, dos pânicos inventados, exploração, pobreza, desordem, repressão, aniquilação e a destruição da terra de que dependemos para sobrevivência.
- Um caminho que reconhece a necessidade de interligar as lutas dos trabalhadores com outras lutas sociais em escala global.
- Um caminho que está interessado, debatendo ativamente e tentando criar propostas possíveis para outros mundos - talvez devêssemos exigir que os 'nossos trilhões' fossem usados para montar alternativas ou outros modos de prover as nossas necessidades básicas e liberdade?
- Talvez campanhas coordenadas globalmente contras despejos, construção de comunidades, movimentos de trabalhadores desempregados, bloqueio de cidades, aumento da resistência dos sem-tetos e trabalhadores temporários, tomada de espaços para atividades sociais, estratégias que perguntem e aprendam com outras lutas aparentemente sem conexão
- movimentos de redes...
E eventualmente enfim - a ocupação de toda a vida por nossos desejos... Há muitas outras propostas sendo consideradas.
Não há concerto para o capitalista nem novo pacto capitalista para as crises financeira e ecológica capitalistas - nós não imploraremos, mas criaremos novos mundos. As táticas e novas ações estão abertas a você, mobilizações, bloqueios, protestos passivos, alguns cartazes indignados - alguns panfletos ou uma palestra, sabotagens e outros ataques - nós temos desejos ilimitados e uma longa história pela frente. Para esta Ação Global nós chamamos todos os movimentos anti-capitalistas globais e todos os de baixo que estão sentindo a destruição das suas vidas e do nosso mundo, aqueles que já resistem na base ou vêem a necessidade de organizar-se, para o 15 de novembro e além dele - base, ação anti-capitalista... Faça planos. Nós esperamos que este dia enriqueça as muitas estratégias de resistência contínua que vão muito além do protesto.**
http://cutdump.blogsome.com/2008/11/07/more-crises-proposals/
http://cutdump.blogsome.com/2008/11/07/beyond-once-of-protests-of-the-crisis/
Jardinagem Libertária: Outubro Verde
Essa entrevista foi concedida originalmente para a revista com o coletivo Outubro Verde.. O coletivo cedieu integralmente as respostas dadas por seus integrantes para a publicação nesse site. Confiram o que eles pensam sobre a Jarndinagem Libertária:
Sempre que alguém
plantar uma árvore
ao invés de pavimentar o chão

estará agindo sob os preceitos da jardinagem libertária.
A jardinagem
libertária não se restringe a plantar nas ruas, certo?
O que é além disso?
Certo, no nosso caso
procuramos transformar um local abandonado em uma futura horta
comunitária. Plantamos tomates nas ruínas do que um dia
foi o segundo andar de uma casa, e removemos sobras de concreto para
fazer canteiros na terra. Tivemos bastante trabalho recolhendo todo o
lixo que acumulou onde, durante muito tempo, era uma área com
atividades ilícitas. Ainda estamos nos erguendo lentamente
como as mudinhas que plantamos, mas esperamos que um dia nossa horta
desperte o interesse em um modo de vida diferente.
Vocês só
plantam árvores frutíferas? A idéia é que
essas árvores sirvam para quê?
Isso não é
necessariamente verdade. Estamos plantando todo tipo de plantas...
Desde pés de tomate até flores. No local que
encontramos, já havia algumas árvores frutíferas,
sendo a grande maioria de pés de goiaba, e por isso começamos
a chamar o lugar de s Goiabeiras. Nós vamos
continuar o cuidado para que essas árvores continuem
crescendo, mas nos concentramos também nas hortas. Esperamos
um dia poder literalmente colher os frutos, e organizar refeições
gratuitas pra quem se interessar, principalmente pessoas que estão
à margem.
O dinheiro para comprar mudas sai do bolso de vocês? Ou vocês conseguem
mudas de alguma organização? Tem algum tipo de ajuda financeira?
As mudas foram pagas por
nós mesmos. Nós acreditamos em idéias como Faça
Você Mesmo, e por isso não temos o interesse de
procurar ajuda de nenhum tipo fora do nosso coletivo e círculo
de amizades. Até agora gastamos pouquíssimo –
praticamente nada – na nossa empreitada. Procuramos reaproveitar e
reciclar tudo o que é possível. Tanto na hora de
plantar, quanto construir. Estamos planejando fazer um sistema de
captação de água da chuva com garrafas pet, já
que o terreno não tem água nem luz. Além disso,
sabemos que o dia que precisarmos de ajuda financeira, nós
mesmos podemos organizar um show beneficente de hardcore para
levantar fundos. Nós experimentamos fazer nós mesmos,
desde música, até plantar comida. Nem sempre
conseguimos, mas isso não é motivo suficiente pra
desistir.
Vocês vão ao local em que a árvore será plantada como? Que meio de transporte usam? Isso tem a ver com a idéia do movimento?
Na maior parte das vezes usamos bicicleta ou os nossos próprios pés. Quando é necessário carregar uma quantidade muito grande de ferramentas, ou mesmo muitas mudas de uma vez, pegamos um carro emprestado. Com certeza tem a ver com nossas idéias. Somos ciclistas, e nossa visão de mundo não se limita a jardinagem libertária. Temos envolvimento com várias causas, inclusive participando de Bicicletadas em nossas cidades. Carros são apenas recursos de última instância.
Alguma vez já
foram repreendidos por estar plantando uma árvore num espaço
público?
Já fomos
repreendidos por andar de skate, por estar na rua depois de
escurecer, por tocar música alta, por sermos veganos, por não
beber álcool e não usar drogas, por não termos
religião, por entrar em propriedades abandonadas, mas esse
motivo ainda não entrou para a lista.
Por que na rua e não no jardim de casa?
Porque não queremos construir nada proprietário. Porque acreditamos em uma cultura livre, e sem sombra de dúvida somos fãs da liberdade. Quanto se planta uma árvore frutífera na rua, você está oferecendo comida de graça para qualquer pessoa. Quando se usa uma área enorme para construir um supermercado, você obriga as pessoas a pagar o que poderia estar sendo produzido coletivamente, e ainda reforça a idéia de que não é possível fazer nada acontecer sem
dinheiro.
Quem participa? Qual o perfil dos participantes?
No Outubro Verde, nosso coletivo, jovens que além de uma visão diferente de mundo, procuram agir de forma crítica, por que estar ciente dos problemas é só o primeiro passo. As ações individuais contam muito no panorama mundial, e por isso assumimos algumas posturas políticas, como o vegetarianismo, a sobriedade, o boicote a grandes corporações, e nos organizamos horizontalmente, de forma apartidária. Baseamos nossas idéias na igualdade e liberdade dos indivíduos.
Qual a importância de movimentos como o "jardinagem libertária" para a retomada do espaço público pelos cidadãos?
A importância é fundamental. Mas não existe o “jardinagem libertária”, porque não temos liderança, não existe uma agenda a seguir... Não tem carteirinha de sócio. O que existe é a idéia de jardinagem libertária. Um conceito que pode ser adotado por qualquer um, em qualquer lugar, sem pedir licença, sem prestar crédito a ninguém. Frequentemente idéias como essa são veiculadas a movimentos, porque as pessoas ainda não descobriram outras formas de se organizar.
Interagir com o meio que se vive – principalmente em grandes centros urbanos – é de extrema importância para se reivindicar outras formas de agir e pensar. O espaço público e o privado se confundem na paranóia da insegurança urbana, e a jardinagem libertária é apenas uma forma de questionar essa
relação.
Movimentos como esse podem reforçar os conceitos de cidadania e de ecologia entre
as pessoas? De que forma?
A publicidade já percebeu que desastres ecológicos são rentáveis,
e a única forma de agir que a maioria das pessoas conhece é escolhendo os produtos que compra. A jardinagem libertária é uma tentativa de restabelecer um equilíbrio perdido durante o crescimento urbano. Mesmo esse impacto sendo grande demais, estamos tentando restaurar o contato social e ecológico que perdemos diariamente com um estilo de vida individualista e consumista. Desde a nossa infância somos instruídos e recompensados por ter um comportamento competitivo, e esta é uma atividade que
requer uma ação conjunta para ter êxito.
Esse mesmo movimento existe em outros países? Quais? A linha que se segue é
a mesma?
Essa é uma idéia que sempre existiu ao redor de todo o mundo. A muito tempo surgiu uma técnica que foi re-introduzida por Masanobu Fukuoka, conhecida como “bomba de sementes”, que consiste em misturar terra fértil, argila e diversas sementes, em várias pequenas bolas que podem facilmente ser dispersadas em áreas pobres em vegetação. Não importa se hoje a chamamos de jardinagem libertária,
guerrilha verde, ou qualquer outro nome, sempre que alguém plantar uma árvore ao invés de pavimentar o chão estará agindo sob os preceitos da jardinagem libertária.
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*Essas respostas são visões particulares do coletivo Outubro Verde. Não necessariamente condizem com o pensamento de outros grupos de Jardinagem Libertária do Brasil e do mundo. Nós do coletivo preferimos nos manter anônimos. Agimos na cidade de Blumenau. Para entrar em contato conosco escreva para coletivooutubroverde@gmail.com.
Pecuária é escravidão
Escravidão de quem?
Tanto a escravidão contemporânea, quanto os maus tratos aos animais, são encontrados fora das atividades exercidas pela pecuária, mas esta análise enfoca o encontro dessas formas de exploração, onde tanto os humanos, quanto os animais, são tratados apenas como mercadorias.
A escravidão não-humana
A forma como os animais são induzidos a regimes cruéis que ferem sua liberdade, e submetidos às demandas de uma outra espécie (a humana), pode ser caracterizada como escravidão. São criados artificialmente, privados do direito da reprodução natural e fadados a uma morte horrível e precoce. Até o modo como são exportados vivos para outros países, pode ser comparado aos navios negreiros da antiguidade.
A escravidão humana
Enquanto que a escravidão antiga se dava por aspectos étnicos, contemporaneamente, são vítimas aqueles que necessitam desesperadamente do sustento financeiro, independentemente de sua cor. São escravizados por falsas promessas, e pelas dívidas durante a jornada do trabalhador. Como denuncia a ONG Repórter Brasil, a primeira delas se faz já nos alojamentos das cidades onde os trabalhadores se hospedam. Um contratador de empreitada, conhecido popularmente como “gato”, se apresenta oferecendo o pagamento das dívidas, e prometendo ótimas condições de trabalho. Ao chegar às fazendas, os contratados se deparam com uma realidade completamente diferente, onde lhes é cobrado desde a estadia, até o próprio material de trabalho, tudo a preços absurdos. Ilhados em lugares inacessíveis, se vêem obrigados a trabalhar para pagar as dividas com seus patrões, nunca recebendo saldo positivo. Sofrem as mais diversas formas de crueldade, inclusive abusos físicos, como a pena de espancamento para a tentativa de fuga. Não é incomum morrer de exaustão.
Lista Suja
É possível acessar no site da ONG Repórter Brasil a Lista Suja, divulgada pelo governo federal. Uma analise da lista revela alguns dados interessantes:
- Das 180 fazendas listadas, 94 estão envolvidas com a pecuária
- Metade de todos os trabalhadores da lista, estão em fazendas que tem envolvimento com a pecuária
- Em Rio Negrinho - SC, uma fazenda com 20 trabalhadores, está listada por serviço escravo na colheita de pinus para fabricação de móveis
Reflexões
É interessante notar como as relações de poder na nossa sociedade giram em torno da posse. Na antiguidade, segundo a tradição judaico-cristã, a propriedade de escravos (negros, índios e animais), se justificava pelos indivíduos não possuírem alma. Esse argumento é utilizado até hoje no caso dos animais, que, além disso, são acusados de não possuírem razão, linguagem, nem sensibilidade à dor. Os humanos contemporâneos acabam por serem escravizados por não possuírem acesso à educação, ou quaisquer outros meios para buscar a autonomia.
No capitalismo, onde o lucro é o objetivo final, nunca será possível abolir por completo relações como a escravidão. Nesse sistema, um fazendeiro escravagista está “apenas” competindo pelo lucro. Pessoas e animais são vistos como máquinas, as quais possibilitam atingir este objetivo. Libertação animal, humana, e ecologia, segundo essa visão, são apenas objetivos secundários.
A propriedade privada é ilimitada, ou seja: quanto mais dinheiro um indivíduo tiver, mais terras poderá acumular. Isso significa que uma distribuição desigual de terras, acaba forçando aqueles que não possuem um espaço para buscar seu sustento, a cair em ciclos de exploração, como o serviço escravo. Como forma de resistência é possível citar movimentos camponeses como o MST e o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores). E movimentos urbanos, como o Movimento dos Sem-Teto.
Um passo essencial a nível individual, seria o veganismo, pois o boicote ao consumo de derivados de origem animal seria uma forma de deixar de contribuir com a atividade que é a maior responsável pela escravidão contemporânea. Mas como essa prática ocorre em outras atividades também, se faz necessário, uma visão sistêmica de outras formas atuação para se alcançar uma libertação humana, animal e ambiental, fora de um sistema que concentra o poder nas mãos de alguém, que não a própria população.
* Esse material foi utilizado em uma palestra sobre o tema realizada na Verdurada em Blumenau no dia 25/05/2008 pelo Narf. Após a apresentação da palestra vários escândalos eclodiram e condinuam a aparecer. Além do já sabida questão dos animais não humanos, são bolivianos em São Paulo, nordestinos na Amazônia, asiáticos no Japão.. Estamos de olho, vamos resistir!!
Usinas no Tibagi: Mauá 1
Segundo estudiosos, a água será o bem mais precioso de todo o Planeta em menos de 25 anos. Hoje, cerca de um bilhão e cem milhões pessoas não tem acesso à água potável. Mais de dois bilhões e quatrocentos milhões de pessoas não têm saneamento básico, ou seja não tem acesso à coleta de esgoto e a água tratada. Se nada for feito, até 2050, o planeta estará com 9,3 bilhões de habitantes, dois quais 40% sofrerá com falta de água até para beber. Empresas como a Coca-Cola, Nestlé e Danone já são proprietárias de mais de 70% das fontes de água mineral do mundo.
Desenvolvimento ou Crime?
A exigência de uma avaliação ambiental integrada (AAI) de todo o Rio Tibagi como pré-requisito para a liberação do empreendimento, determinada pela Justiça Federal de Londrina, que havia segurado por quatro meses o processo foi derrubada desde 1 de março pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre, que suspendeu a obrigatoriedade do AAI.
Projetada para ser construída no Rio Tibagi, entre os Municípios de Telêmaco Borba e Urtigueira, a Usina Mauá é um dos empreendimentos energéticos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O plano prevê a construção de seis usinas ao longo do Tibagi. O biólogo Tom grando, em entrevista a folha de Londrina, no dia 30 de março de 2008, afirmou que "o plano para o Rio Tibagi é de uma sequência de sete barragens que destruiriam três quartos da extensão do rio, transformando-o numa série de reservatórios de água podre. Veja o exemplo da represa Capivara. Se ela fica tão perto de Londrina, por que as pessoas vão pescar pintado e dourado lá em São Jerônimo da Serra? Porque não existem mais esses peixes lá. É uma água sem vida." Assim, serão incalculáveis os prejuízos ambientais a a Bacia do Tibagi e os danos socias às comunidades ribeirinhas e indígenas cainguangues.
Continue lendo sobre a empresa contratada e as denúncias de irregularidades:
Pré-G8: Coincidência ou Articulação?
* FSB é um serviço federal de "segurança" na Rússia
Fonte: http://ww4report.com/
Mother Earth - 102 anos
A 102 anos, no dia, 1 de março de 1906 era publicada com uma tiragem de 3000 cópias a primeira edição da revista anarquista Mother Earth, nos Estados Unidos, por Emma Goldman e diagramada por Alexander Berkman. Seu conteúdo discutia acontecimentos recentes e continou a ser publicada mensalmente até agosto de 1917.
Em 1918 o governo federal apoderou-se de listas de nomes dos assinantes da revista, eram mais de 8000, afim de "interrogá-los".
No site: http://www.pbs.org/wgbh/amex/goldman/sfeature/sf_motherearth.html
É possível ver a edição original bem como a ler a transcrição dos textos publicados na época. A revista teve forte influência nos EUA bem como no movimento anarquista internacional.
Sérgio Cabral: Alguém acredita?
O governador do estado do Rio De Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB assim como o Requião, rs..) ordenou a prisão do tenente e blogueiro Melquísedec Nascimento por ele ter publicado a seguinte foto em seu site:
Coitado do Pinóquio, ele é quem deveria entrar com um processo!! Afinal, ele ainda é um cara legal perto dos figuras aí. Mas vai ver que a carapuça serviu.
Mais detalhes em: http://br.youtube.com/watch?v=-wja1hL31FY
Site do militar: http://militarlegal.blogspot.com
* Na manhã desta segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008 Melquisedec Nascimento, tenente e presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas-Amae, registrou na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática as diversas ameaças que vem sofrendo.
Em Requião: Alguém acredita?
E a autonomia universitária, onde fica?
De acordo com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino superior (Seti)1, através do decreto nº 2072 , de 17 de janeiro de 2008, "Alcibíades Luiz Orlando" e "Benedito Martins Gomes" devem assumir os cargos de Reitor e Vice-reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE”. No início da tarde do dia 29 de janeiro (terça-feira) ambos foram empossados em Curitiba.
Autoritário, Requião, como se não bastasse xingar os estudantes e trabalhadores de "Vagabundos desocupados", "Arruaceiros" ou preconceituosamente "Viados", afronta a população mais uma vez, agora rasga a histórica bandeira da autonomia universitária com uma decisão arbitrária. No Paraná é assim, “Reitor eleito nem sempre é reitor nomeado”, Quem conhece Requião não se surpreende com a sua decisão.
Continue lendo:
1908-2008: O REI MORREU! VIVAM OS REGICIDAS!

Mas as esperanças do povo que saiu à rua para implantar a República, em 5 de Outubro de 1910, foram frustradas, quando, instalados no poder, os republicanos se converteram em opressores tão ou ainda mais ferozes que os monárquicos. Por isso, o movimento operário, anarco-sindicalista, cresceu a partir de 1911 contra a República, enfrentando a sua repressão.
Hoje como ontem, guerra contra todos que nos oprimem, monárquicos, republicanos, facistas ou democratas!
Corte Alemã declara o massivo ataque Pré-G8 ilegal
Ontem, sexta-feira 4 de Janeiro de 2008, a suprema corte Alemã julgou ilegal que o ataque massivo da polícia em 9 de Maio de 2007, um mês antes do encontro do G8 na Alemanha, em que 900 policiais vasculharam 40 apartamentos, escritórios e locais de encontro da resistência anti-g8 em seis estados Alemães, levando numerosos documentos em custódia.
Um dos grupos havia sido acusado pelo procurador federal de ter cometido 12 atos de violência, utilizando carros bombas, durante dois anos, causando um dano total de 12.6 milhões de euros.
Em uma declaração emitida na sexta-feira, a corte federal expressou “forte dúvida” que esse grupo particular seja processado criminalmente, embora tenha dito que suas ações não estejam claras.
A revisão ocorreu após queixa dos acusados, segundo a corte mais uma dezena de processos podem ser revistos.
Fonte: http://www.tagesschau.de/inland/bgh6.htmlJardinagem Libertária
Uma flor nasceu na rua!
Passem longe os rios de aço.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio,
Paralisem os negócios,
Garanto que uma flor nasceu!
Jardinagem urbana , faceta interessante do anarquismo contemporâneo, é a retomada do espaço através do plantio de arvores, criação de hortas comunitarias, inserção de estimulos à recuperação da cobertura vegetal das cidades, é a critica a cultura acinzentada do asfalto que não deixa a terra respirar e serve de sustentação à loucura automobilistica e fragilização da vida animal e ambiental em que tudo perde o seu valor. Por fim, uma afronta a própria ideologia da submissão na qual vivemos. A terra nasceu sem donos.
É possível. Podemos criar microclimas dentro do caos urbano inserindo mudas de arvores em areas pré-estabelecidas, onde exista uma carência de vida vegetal e animal. As arvores chamam os passaros, limpam o ar que respiramos, produzem frutos e sombra, tornam a vida mais estimulante, rica e favorecem uma cultura de paz e contemplação.
Apóie a Jardinagem Libertária!! A Terra agradece!
Saiba mais em: http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/
CarnaMuda 2008
Em Campinas 2008 !!
Dias 1, 2, 3, 4, 5, 6 de Fevereiro
CARNAVAL!!!
Saiba mais em: http://encontro.radiolivre.org/ ou http://muda.radiolivre.org
Colônia Cecília: Memória Anarquista
Seis imigrantes italianos e a paixão a uma causa - vivenciar a anarquia na prática - estabeleceram, exatos 114 anos atrás, a Colônia Cecília, maior experiência anarquista da história do país.
Texto e Fotos: Maurício Monteiro Filho
O final do século 19 foi um período de grandes mudanças para o Brasil. Em 15 de novembro de 1889, com a proclamação da República, chegava ao fim a monarquia que governara o país durante 67 anos. Cerca de um ano e meio antes, a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, havia extinguido a escravidão negra.
Foi nessa fase que o Brasil passou a receber maior fluxo de imigrantes europeus para colonizar as imensas áreas que permaneciam inexploradas, já que faltava mão-de-obra para trabalhar nas novas lavouras que se iniciavam nas regiões sul e sudeste. Grande parte dos recém-chegados tinha como destino o Paraná, cujo território, até 1853, fazia parte da província de São Paulo. Imediatamente após desmembrar-se e tornar-se autônoma, a nova província começou um programa oficial para atrair trabalhadores do Velho Mundo, principalmente poloneses, alemães e italianos.
Somente entre 1853 e 1886, cerca de 20 mil imigrantes chegaram às terras paranaenses, a maioria para trabalhar na pecuária e nas fazendas de café. Dentre eles, no entanto, havia seis italianos que buscavam um futuro diferente do almejado por seus compatriotas. Mais do que deixar para trás as agruras impostas pela miséria que castigava sua pátria, o grupo formado pelo filósofo e cientista Giovanni Rossi, pelo casal Catharina Benedetti e Achille Dondelli, Lorenzo Arrighini, Giacomo Zanetti e Evangelista Benedetti, irmão de Catharina, imigrou para o Brasil com a intenção de desenvolver a mais importante experiência anarquista da história do país, a Colônia Cecília, que durou de 1890 a 1894 na cidade de Palmeira, no sudeste do Paraná.
Oficina de Stencil
Stencil é uma técnica de pintura extremamente fácil de aprender, ela torna a comunicação mais acessível pois qualquer um pode fazer trabalhos excelentes, é rápido e barato. Ao melhor estilo punk de ser, aprenda rápido a fazer Stencil em camisetas, muros, etc. Faça você mesmo. Aproveitem o curso tutorial de stencil:
O que é o G8?
Publico aqui documentos traduzidos que explicam o que é o G8, e porque lutamos contra ele.
Críticas, dúvidas, sugestões? É só comentar..
O que é o G8? O que há de errado com o G8?
G8 e a mudança climática G8 e a guerra contra o Terror
G8 e a pobreza Porque lutar contra o G8?
Agradecimentos ao coletivo South Wales Anarchists que disponibilizou originalmente os artigos em inglês.



